Muitas vezes quando tentamos fazer uma mudança significativa nas nossas vidas, elas dão errado por causa de coisas fora do nosso controle.

Vamos dizer que você começa uma dieta e sua filha começa a produzir deliciosos cupcakes e você quer apoiar a iniciativa dela, então, você come um… e essa exceção te leva a dizer “que se dane” e você come outros alimentos prejudiciais ao longo do dia e isso se repete no dia seguinte.

Ou você está tentando pensar positivamente e quer fazer as pazes ou tratar bem uma pessoa que você não se relaciona bem… e ela te trata mal, te levando a uma espiral de pensamentos negativos.

Como você para a espiral de pensamentos negativos? Como você para a escorregada na dieta?

Tendo uma ideia mais flexível sobre o que a sua mudança de hábito é.

O problema é que temos um ideal da mudança de hábito: nós vamos começar essa nova dieta, fazer tudo direito, tudo vai dar certo e nós seremos saudáveis, elegantes e sexy.

Logicamente, o curso normal das coisas é bem mais tortuoso do que isso, e aí nossa expectativa ideal nunca é cumprida. As mudanças nunca vão no caminho que achamos que ela vão. Nossas fantasias sobre nosso novo hábito nunca se tornam verdade. Nos sentimos horríveis sobre isso e saímos dos trilhos.

O problema não é o fato que nos tira do caminho… o problema é nosso ideal sobre como a mudança será. O ideal é apenas uma fantasia construída na nossa cabeça. Ele não é real. Ele não é realista.

O que é mais realista? Realidade. Ao invés de se segurar numa fantasia que você tem sobre mudança, abrace a realidade da mudança. Esteja aberto ao que quer que aconteça, seja curioso sobre como isso será, esteja presente e observe a mudança enquanto ela acontece.

Alguém não te tratou do jeito que você esperava? Tudo bem, porque o ideal nunca vai acontecer, você sabe que as coisas vão ser diferentes do que o seu ideal, então, ao invés de ficar desapontado seja curioso sobre o que aconteceu (porque e como você reagiu), e como você pode responder adequadamente a essa mudança de planos.

Abra mão do ideal, sorria, observe a si mesmo e pense “E agora? Qual a maneira de responder apropriadamente a essa nova situação?”

Você é flexível. Você abraça a realidade. Você se move através da paisagem mutável com um plano de deslocamento, e um sorriso.

Nota do editor: Texto retirado do Blog Zen Habits, escrito por Leo Babauta e traduzido por Aécio Neto