“Um homem é rico em proporção ao número de coisas que ele pode dar ao luxo de deixar em paz.” Henry David Thoreau

Por quase 9 anos eu tenho aprendido a viver uma vida simples.

Uma vida sem a maioria das coisas que as pessoas completam suas vidas e com espaço para o que realmente importa. Uma vida que não é constantemente negócios e correria, mas contemplação e criação, conexão com as pessoas que amo e tempo para natureza e atividade.

Isso não significa que tenho zero bagunça ou zero complicações: Eu faço parte do mundo, não um monge secular. Tenho posses, eletrônicos, distrações e negócios ocasionais. Eu apenas tenho reduzido isso para abrir espaço.

Hoje eu tenho refletido sobre essa vida simples e pensei em compartilhar algumas reflexões.

Algumas coisas que aprendi ao viver uma vida simples:

Arrumar a sua casa ou seu espaço de trabalho pode levar a uma mente menos bagunçada. Essas distrações visuais nos levam a mais caminhos do que gostaríamos.

Uma manhã pouco corrida é um tesouro. Levanto cedo, assim, tenho algum tempo tranquilo para ler, escrever e meditar.

Você não pode ter uma vida simples se não está disposto a abrir mão de algumas coisas que está acostumado.

Abrir mão pode ser difícil, mas é mais fácil se você fizer um desafio de um mês. Abra mão de algo por um mês e veja se você gosta disso ou não.

Abrir mão da TV a cabo foi uma das melhores coisas que fizemos no começo – sem televisão constante na minha casa, sem comerciais para coisas inúteis que nós não precisamos.

Comprar não é terapia. É perda de tempo e dinheiro.

Se você está enchendo a sua vida com distrações, é provavelmente porque está com medo do que seria a vida sem Internet, redes sociais, noticias, TV, jogos e lanches.

Simples, natural, alimentos saudáveis não é apenas mais saudável que alimentos gordurosos: é um prazer.

Você tem que fazer tempo para o que é importante: tempo para suas crianças, tempo com a sua esposa, tempo para criar, tempo para se exercitar. Coloque tudo de lado para fazer tempo.

Se comprometer demais é o maior pecado contra uma vida simples que a maioria das pessoas cometem. Eu recuso um grande número de compromissos para simplificar a minha vida, e fico feliz por fazer isso. Tenho que fazer isso anualmente, pois é algo que acabo me esquecendo.

Mantenho a maior parte dos meus dias sem uma agenda ou estrutura definida, assim, tenho espaço para coisas pequenas e que são importantes para fazer: ler com meus filhos, sair para uma caminhada, tirar um cochilo.

Tenho algumas atividades que faço praticamente todos os dias, apesar de não ter uma agenda definida: escrever, ler, comer comidas saudáveis, me exercitar ou brincar com as crianças na rua, processar minha caixa de email, ler com meus filhos.

É fácil lotar a nossa vida com muitas coisas porque há tanta coisa que parece legal de fazer. Escutamos sobre o que os outros estão fazendo e quase que instantaneamente queremos fazer isso também. É difícil se lembrar que ao adicionar tanta coisa, acabamos por diminuir o espaço que temos. E esse espaço é importante.

Ao dizer não para coisas que parecem legais, estou dizendo sim para o que é realmente importante pra mim.

Distrações são mais tentadoras e destrutivas do que imaginamos.

É tentador completar cada minuto do dia com produtividade ou distrações. Não. Deixe um pouco de espaço vazio.

Damos muita importância para entusiasmo. Isso é temporário e não é importante.

Exageramos sobre produtividade. Foco, prioridades e eficiência são mais importantes. Uma caminhada com alguém amado também é.

Se você não consegue sentar sozinho em um quarto, sem distrações, você não será capaz de simplificar.

Comprar coisas não resolve os problemas. Comida também não.

Não é ter poucas coisas que importa. É como fazemos essas coisas serem importantes.

É melhor ter seis livros na sua estante e lê-los do que ter uma centena que você nunca vai ler.

Quando você viaja com poucas coisas, você fica mais livre, menos sobrecarregado e menos cansado. Isso se aplica à vida e também às viagens.

sua atenção é o seu bem mais precioso. Dê isso como presente às pessoas que você mais ama e não para um bando de palhaços na internet. Aplique isso no trabalho que interessa e não às distrações.

De vez em quando distrações são legais.

Vamos começar tirando um cochilo ou dois.

Artigo retirado do blog Zen Habits, escrito por Leo Babauta, traduzido por Aécio Neto